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A principal novidade da chinesa JAC Motors no Salão do Automóvel, em São Paulo, entre 30 de outubro e 9 de novembro será o SUV T6. A marca vem ensaiando o lançamento do carro no Brasil há meses. Mostrado no Salão de Pequim (China), em abril do ano passado, como S5, o modelo chegará às lojas no País em novembro, com algumas diferenças em relação à versão avaliada, voltada apenas para testes. No lugar do motor turbo, a gasolina, de 177 cv, o T6 que estará nas lojas virá com o 2.0 da minivan J6 já preparado para aceitar etanol e que terá em torno de 155 cv. Além disso, o câmbio manual de seis marchas será substituído por outro de cinco. 

Depois de ter dirigido o T6 tanto na cidade quanto na estrada dá para dizer que a lista de mudanças que o pessoal da JAC terá que adotar no carro vai além do motor flex e na nova caixa de marchas. Já começa com a suspensão, que se mostrou ruidosa e com calibragem longe do ideal para rodar em vias mal conservadas (infelizmente, a maioria das que temos no Brasil). Além de permitir que a carroceria se incline acima do ideal nas curvas, também poderia ajudar mais a manter o carro em equilíbrio nas acelerações e frenagens.  Depois, terão que melhorar bastante as respostas dos freios, principalmente por causa da relação de desmultiplicação do hidrovácuo. No carro que veio para avaliação foi preciso pisar com mais força que o comum no pedal para começar fazê-lo parar. Apenas a direção com assistência elétrica funcionou a contento, bem como o bom volante de três raios.

Ok, para quem já dirigiu quase uma dezena de carros chineses fica claro que lá na China os ajustes são feitos para guiar devagar. Mas também não resta dúvida de que, no Brasil, a história é bem diferente. Portanto, as adaptações para o carro cair no gosto do brasileiro não são poucas. E continuam com o o câmbio. O curso da alavanca é longo demais e a trambulação poderia ser mais silenciosa. Com relações alongadas, é preciso pisar fundo no acelerador para o contagiros ficar sempre acima dos 1.500 rpm, quando termina o "lag" e a turbina começa a encher os quatro cilindros para valer. A partir de 2.000 rpm os 26,9 mkgf de torque surgem de uma vez, mas é preciso lembrar que motor sozinho não faz milagres. Logo, é bom ir devagar com o andor. Ainda bem que a versão que estará nas lojas terá o 2.0 flex, apirado, que deverá estar mais adequado ao resto do conjunto do carro.

Afora os acertos da parte mecânica e estrutural, o T6 agrada pelo amplo espaço interno. Cinco adultos viajam com conforto. E suas respectivas bagagens vão bem acomodadas no porta-malas de 505 litros. Não se assuste com o laranja dos bancos de couro do carro avaliado. No Brasil, vão manter um padrão mais discreto. E também se anime com a anatomia dos assentos e com o apoio de braço central. Como quase todo chinês que chega ao Brasil, o T6 vem bem equipado, com ar condicionado digital, central multimídia com GPS e tela sensível ao toque, sensores nos para-choque que ajudam nas manobras de estacionamento, além de controles eletrônicos de estabilidade e tração. Mas o esperado câmbio automático, importante em um carro do porte do T6, deverá estar disponível apenas ao longo de 2015.

O T6 não tem só a cara do Hyundai ix35. Seu porte é bem parecido (4,43 metros de comprimento ante 4,41 do rival coreano e o mesmo entre-eixos de 2,64 m). Isso também acaba contribuindo com o conforto, já que os joelhos de quem vai sentado nos assentos traseiros fica com uma boa distância das costas os encostos dos bancos da frente. Visto de traseira, o crossover chinês lembra o Audi Q5, mais por causa das lanternas.  O para-choque vem dom duas (falsas) saídas de escape e com a parte inferior de plástico preto, o que evita pequenos arranhões por pedriscos e algo do gênero. No conjunto da obra, o deseno acaba agradando.

Talvez o longo  tempo de preparação para o lançamento do T6 no Brasil tenha a ver com os vários ajustes estruturais e da parte mecânica. Quando finalmente estiver pronto para chegar ao País o carro terá rivais de peso. E precisará ter ainda mais equipamentos, como um controlador de velocidade de cruzeiro ("piloto automático"), volante com ajuste de altura e profundidade e um computador de bordo que informe consumo, autonomia, temperatura externa, entre outras informações, no padrão brasileiro. O preço, que ainda não está definido, também será um fator muito importante para o T6 se dar bem por aqui. 

Ficha Técnica

Preço: indefinido

Motor: Dianteiro, transversal, 2.0, 16V, gasolina, turbo


Potência (cv):  177 cv a 5.200 rpm

Torque (kgfm): 26.9 entre 2.000 e 4000 rpm

Transmissão: manual, seis marchas, tração dianteira 

Dimensões (m): 4,48 (comprimento), 1,84 (largura), 1,67 (altura), 2,65 (entreeixos)

Peso (kg): 1.505 kg

0 a 100 km/h: 10,3  segundos

Velocidade máxima: 190 km/h

[Fonte: Car And Driver]