(Ex.: Montadora, veículo, versão, ano, produto)
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Em 2006, quando os SUVs não haviam se tornado febre no País, seu volume de venda era bem próximo ao das peruas. Segundo dados da Fenabrave, o segmento de peruas havia emplacado 75.165 unidades naquele ano, e os SUVs, 77.089 unidades. Quase uma década depois, os números são completamente diferentes. Em 2014, as vendas de peruas despencaram 61,5% para  singelas 28.895 unidades. Já as de SUVs explodiram alcançando 298.305 unidades, ou seja, quase quatro vezes mais quando comparado à 2006. Se naquele ano as peruas representam 4,84% do mercado, hoje elas são nanicas, com 1,16%.  

“É natural que alguns segmentos incorporem o diferencial de outras categorias. Isso aconteceu com as próprias peruas, que no passado ganharam quatro portas e pegaram parte do público de sedãs.”, explica Paulo Roberto Garbossa, consultor da ADK Automotive. Todos esses números nos levam a pensar que não há mais solução e elas entrarão em extinção em um futuro breve.

ABENÇOAI A ALEMANHA

Mas ainda há um fio de esperança, meu amigo: 2015 promete ser interessante. Serão três novidades que chegam durante o ano para aumentar em um terço as opções do segmento. A primeira, Mercedes C180 Station, acaba de desembarcar. Uma das estrelas do Salão de Paris, no final do ano passado, a perua do Classe C chegou no início do ano. Mas o preço deve assustar muita gente: R$ 154.900.

Outra opção também sairá das mãos da Mercedes. A versão perua do sedã CLA chega ao Brasil no fim de 2015. Batizada de CLA Shotting Brake, os preços ficam entre R$ 130 mil no modelo de entrada com motor 1.6 de 156 cv e chegam a até R$ 300 mil na monstruosa versão esportiva AMG, que traz o ótimo 2.0 turbo de 360 cv e tração integral. Como a perua deve seguir as configurações do sedã, espere também por uma versão intermediária equipada com o 2.0 de 211 cv.

A última novidade será a Golf Variant. Exibida no Salão de São Paulo, em novembro do ano passado, a perua da Volkswagen chega em meados de 2015 para substituir a Jetta Variant. O preço deve ficar na casa dos R$ 100 mil. Produzida sobre a plataforma MQB, a Golf Variant desembarcará no País vinda do México, onde é feita desde o final de 2014. A perua divide com o hatch o mesmo excelente conjunto mecânico: motor 1.4 TSI, de 140 cv e 25,5 mkgf de torque, acoplado ao câmbio automático DSG de sete marchas e dupla embreagem. Ela deverá compartilhar o mesmo pacote de equipamentos do Golf.

Com relação ao hatch, a Variant tem espaço de sobra. São 10 mm a mais de entre-eixos e um porta-malas com 605 litros de capacidade – e que pode chegar até 1.620 litros com os bancos traseiros rebatidos. Apesar dos 134 kg extras, a perua não desaponta no desempenho. São necessários 8,9 s para alcançar os 100 km/h, o mesmo tempo do hatch.

LEQUE RESTRITO

As três novas opções representam um aumento de quase 35% no número de peruas ofertadas por aqui - até o início do ano, apenas nove peruas eram vendidas no Brasil. A situação fica ainda pior quando se percebe que quase metade está concentrada na mão de apenas uma marca, a Audi. Uma das poucas que ainda aposta no segmento no País e vende – alguns sob encomenda – os modelos A4 Avant, RS4 Avant, RS6 e A6 Allroad Quattro. “Para a fabricante manter um investimento é preciso que o produto tenha um volume de vendas alto. Caso contrário não é rentável. Por isso é mais interessante para as montadoras de luxo apostarem nesse segmento, já que boa parte das peruas são vendidas sob encomenda. Ou seja, não há o investimento, apenas se aproveita a produção mantida lá fora.”, explica Garbossa.

Distante do segmento de luxo, onde as peruas esportivas mantém certo charme, a oferta é ainda menor. São apenas três por menos de R$ 100 mil: Volkswagen SpaceFox e sua versão SpaceCross e a best-seller Fiat Palio Weekend, que segundo fontes ligadas à marca, deverá resistir por mais apenas dois anos.

[Fonte: Car And Driver]