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Mais potência, menos peso, estilo mais moderno e (para irritação dos puristas) a opção de motor de 2,0 litros e quatro cilindros são os destaques da nova geração do Chevrolet Camaro, a sexta desde 1967. De acordo com a General Motors, apenas dois itens foram herdados do modelo anterior: a gravata-borboleta na traseira e o logotipo SS…  As novidades começam pela plataforma, que tem 70% dos componentes exclusivos do modelo (antes havia grande compartilhamento com a do Holden Commodore australiano, nosso antigo Omega). A estrutura pesa 60 kg a menos e, somada a outros itens, permitiu um cupê 90 kg mais leve.

Embora alguma inspiração nas séries iniciais da década de 1960 ainda possa ser vista, o desenho está claramente moderno. Destaque para as curvas ao estilo “garrafa de Coca-Cola” nos para-lamas traseiros, que sugerem potência. Faróis, lanternas e janelas continuam com perfil bastante baixo. No interior foram abandonados alguns elementos nostálgicos, como os módulos dos instrumentos e os mostradores suplementares no console, mas a prioridade à tela central de entretenimento de oito polegadas levou a uma posição baixa demais dos difusores de ar centrais.

O freio de estacionamento ganha comando elétrico, o que elimina o inconveniente da alavanca ao lado direito do console. O novo seletor de modos de condução configura oito parâmetros do carro a quatro programas: Snow/Ice (neve e gelo), Tour (turismo), Sport e Track (pista), este restrito à versão SS.

O sexto Camaro chega com versões LT e SS (outras seguirão mais tarde, como sucessoras para a Z/28 e a ZL1) e três opções de motores. O turbo de 2,0 litros, mais eficiente versão em sua história, produz potência de 275 cv e torque de 40,8 m.kgf para 0-96 km/h em menos de 6 segundos, ou seja, nada da lentidão dos últimos Camaros de quatro cilindros, os de 2,5 litros oferecidos em 1985. Um V6 de 3,6 litros com injeção direta e desativação de cilindros oferece 335 cv e 39,3 m.kgf, enquanto o topo de linha, o V8 de 6,2 litros, também recebe injeção direta para 455 cv e 63,1 m.kgf, sendo o SS mais potente que o modelo já teve.

Ainda na mecânica, este é o primeiro Camaro SS a dispor de regulagem magneto-reológica dos amortecedores (opcional), antes exclusiva do ZL1, e câmbio automático de oito marchas, alternativa ao manual de seis com qualquer dos motores. Freios Brembo estão disponíveis em toda a linha, sendo de série no SS, que usa rodas de 20 pol ante as de 18 do LT. Na versão turbo o sistema de áudio produz sons que complementam os mecânicos, o que pode ser desativado. As vendas nos Estados Unidos começam no fim do ano, o que permite esperar seu lançamento no Brasil para o primeiro semestre de 2016.

[Fonte: Best Cars}