(Ex.: Montadora, veículo, versão, ano, produto)
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Enfim, a Honda revela a décima geração do Civic, que chegará ao Brasil no ano que vem. O sedã é o primeiro modelo da décima geração a aparecer. Em seguida, a marca mostrará as versões cupê, hatchback, Si e Type R

Civic terá LEDs em formato de "bumerangue" nas lanternas traseiras O modelo segue, mesmo que de forma menos futurista, as linhas do protótipo apresentado no Salão de Nova York.

Com uma nova barra cromada a grade frontal cresce, avançando em direção ao para-choque e com desenho integrado aos faróis - que ganham novos detalhes e um design mais agressivo. Ambos estão em posição mais baixa, o que, somado ao capô curvado, dá ao Civic ares de BMW Série 3. Quem trabalha em design automotivo crava que capô curvado será tendência nos sedãs daqui para a frente.

Além de arqueado, o capô está mais longo e a ligação entre ele e o para-brisa fica mais definida. Agora, o compartimento será um volume destacado, diferente do modelo atual, cuja transição entre os componentes é tão suave que lembra a dianteira de uma minivan.

Visto de lado, a maior mudança está na área das janelas. Elas têm novo desenho, além do acréscimo de uma janela espiã na coluna traseira – que, a propósito, fica mais inclinada. A solução proporciona uma caída do teto mais suave em direção à parte de trás do automóvel. Se o Civic atual lembra um cupê, o novo estará mais para um fastback.

A parte inferior das portas é cortada por um vinco forte, ascendente e que cruza toda a lateral do veículo e segue pelo para-choque traseiro. A Honda também ousou com as linhas em formato de arcos que nascem tanto no farol dianteiro como na lanterna traseira e morrem de forma suave na lateral do carro.

O desenho dos para-lamas conta com um vinco negativo, recurso já empregado pela própria marca no Jade, um crossover de sete lugares vendido no Japão e que utiliza a base mecânica do Civic. O Jade parece ter sido fonte de inspiração dos designers ao criarem a próxima geração do sedã. Na traseira as alterações estéticas serão mais leves. O Civic terá lanternas parecidas com as atuais, mas com os prolongamentos na tampa do porta-malas. Na versão turbo haverá duas saídas de escape – uma de cada lado.

O interior perde o painel de dois andares, mas preserva o formato cockpit - com posição de dirigir baixa e comandos bem próximos das mãos do motorista. Mas, agora, velocímetro e conta-giros são reunidos em um só compartimento. Os novos Android Auto e Apple CarPlay serão opcionais.

No conjunto mecânico haverá uma revolução. Sai de cena o ultrapassado câmbio automático de cinco marchas e entra em seu lugar o CVT presente no HR-V e que simula sete marchas, sendo a sexta e a sétima overdrive. “Sabemos que a transmissão é um dos pontos mais críticos do atual Civic”, admite uma fonte que confirmou a troca da caixa automática pela CVT. O câmbio manual de seis marchas será mantido na versão de entrada.

Outro que morre é o motor 1.8 16V SOHC i-VTEC FlexOne. Nas versões de entrada ele será substituído pelo 2.0 da mesma família e 15 cv mais potente (155 cv com etanol). E nas versões topo de linha, contará com o refinadíssimo motor 1.5 turbo de injeção direta e que rende 204 cv e 26,5 mkgf de torque com gasolina.

“Desenvolvemos esse motor para ser Flex”, confirma Suechiro Hasshi, chefe de engenharia da Honda na matriz, em Tochigi. A adaptação para o Brasil tanto para a gasolina, com porcentagem de etanol, quanto para o etanol puro foi confirmada por fontes locais. O 1.5 turbo será nacionalizado, mas com sistema de comando de válvulas importado do Japão.

Preço? Ainda é muito cedo para cravar. Mas com a atual concorrência no segmento, e o mercado desaquecido, não há muita margem para reajustes. Sem contar o importado Si, o atual varia entre R$ 69 e R$ 89 mil.

[Fonte: Car And Driver]